Artigo – NITERÓI PERDE A VISTA, E A PRAZO…, de Guina Ramos


Tal como foi feito na Zona Portuária da urbe carioca, do outro lado da baía de Guanabara planeja-se uma Operação Urbana Consorciada, a OUC-Centro de Niterói, na orla da cidade, junto da Estação das Barcas e do Caminho Niemeyer.


Comparação entre a situação atual e o projeto da OUC Centro NiteróiImagem: Blog Arrepios Urbanos

É o lugar comum que aumenta o potencial construtivo do solo urbano – nem sempre adequado à edificação – para oferecê-lo ao mercado imobiliário, a panaceia que resolverá todos os males da cidade. No caso de Niterói melhor seria imitar Carlos Lacerda, Lota Macedo Soares, Reidy, Burle Marx, Amaro Machado e tantos outros. Por que não um parque que emoldure o tecido urbano construído, como foi feito no Aterro do Flamengo?

No Rio de Janeiro, a proposta para a Zona Portuária transformada em lei urbanística no final de 2010 já é alvo de novas críticas, talvez tarde demais, infelizmente. Tratamos o assunto em ZONA PORTUÁRIA SEM HABITAÇÃO + HOTÉIS = PACOTE OLÍMPICO 1. =&1=&
Araribóia, fundador de Niterói e defensor do Rio de Janeiro:

em seu lugar podem ser construídos 2 prédios de 40 andares…
Imagem: Blog Arrepios Urbanos

GUINA RAMOS
Blog Arrepios Urbanos, 26/08/2012

As esferas políticas e econômicas se intercomunicam, são construções humanas…

Os humanos das grandes empresas, com ajuda de políticos de confiança, descobriram a expansão das cidades como vantajoso negócio. No Brasil, a onda de recuperação de frentes marítimas ou fluviais (“waterfronts”), com evidente inspiração estrangeira, tornou-se vagalhão… A toda hora, empresas ardilosas e arquitetos escolados arrotam Baltimore Barcelona sobre os subdesenvolvidos habitantes deste país de extenso litoral…
Desavisados das intenções esconsas e iludidos por imagens dinâmicas, nós, subalternos culturais, nos apaixonamos à primeira vista pelos projetos… Com sutis estímulos e módicas colaborações, legisladores locais aprovam flexíveis leis que criam Cepacs, moeda mágico-financeira para a venda de novos espaços construtivos nos mesmos lugares onde, antes, podia-se construir muito menos…

Assim, através da surpresa e da propaganda, surgiu no Rio o Porto “Maravilha”, um verdadeiro castelo de Cepacs… Propôs, como se fosse de todo bom, a construção de dezenas de prédios com até 50 andares. E também cortes profundos, de remoções teleféricas no antigo morro da Favela (“civilizado” com o nome de morro da Providência) ao bota-abaixo de vias urbanas, com implosivo destaque para o elevado da Perimetral, a ser substituído (sem ganho expressivo de mobilidade) por túneis e avenidas. 
Sempre a prioridade para o transporte individual (nada de Metrô na área), mais um dos excessos urbanos capitaneado pela dupla que, toda hora, “volta atrás”… Quem sabe, com a manifestação dos cariocas, não voltem atrás em relação à derrubada da Perimetral?…

Pois, muito pior do que esta imitação (que sai cara) é a imitação barata que terá custo alto!… Do outro lado da baía, um seu (deles) pupilo tenta emplacar uma Operação Urbana Consorciada, a OUC-Centro de Niterói, uma versão do Porto “Maravilha”, adaptação de versão proposta ao governo anterior, que seria a salvação da pátria temiminó, a tribo de Araribóia…[...] Leia mais

O MÊS NO URBE CARIOCA – AGOSTO 2013

Caros leitores, Dando sequência à publicação que começamos em julho passado, segue a lista dos textos de agosto/2013 com os respectivos links. Para facilitar a busca e leitura pelos que tiverem interesse, cria-se uma espécie de índice cujo formato ainda está em estudos. Os mais lidos foram COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO, GUARATIBA: DE ZONA RURAL A LAMAÇAL – Parte 1=&3=&e METRÔ: O VAI E VEM DA ESTAÇÃO GÁVEA E A LINHA 4. Aos poucos faremos as listas dos meses anteriores.
URBE CARIOCA




·    COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO ·    ZONA PORTUÁRIA SEM HABITAÇÃO + HOTÉIS = PACOTE OLÍMPICO 1 ·   

SEMANA 19/08/2013 a 23/08/2013 – HOTÉIS, DEMOLIÇÕES, ESTAÇÃO GÁVEA, E O METRÔ-TRIPA EM 2016[...] Leia mais

SEMANA 26/08/2013 a 30/08/2013 – REGIÃO DO PORTO SEM HABITAÇÃO, OS HOTÉIS, E OS MISTÉRIOS DO COMPLEXO PAINEIRAS

“Como a licitação ocorreu em 2011 e houve início de obras, escavações e desmatamento, provavelmente as autorizações foram concedidas – o que não impediria questionamentos: vide os casos citados da Marina da Glória e do famigerado Campo de Golfe, aprovados inexplicavelmente à revelia das normas”.

Trecho de COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO

 

.. notícia de que um empreendimento de 20.496 metros quadrados será construído em pleno Parque Nacional da Tijuca (…) causa apreensão. (…) área tombada, de preservação ambiental. Mas os responsáveis garantem que a obra é necessária porque vai criar a estrutura para receber os dois milhões de visitantes anuais do Corcovado (…). O Instituto Chico Mendes (ICM-Bio), com aval do Iphan, permitiu, em julho, a construção do complexo turístico Paineiras, no lugar do tradicional Hotel Paineiras (…) abandonado. As obras, sob comando do Consórcio Paineiras-Corcovado, vencedor da licitação com validade de 20 anos, foram orçadas em R$ 63,5 milhões. Começaram este mês e devem terminar em 2015.
Trecho de notícia publicada no jornal O Globo em 20/08/2013. Não há menção à aprovação pela Prefeitura, a quem competem as decisões sobre o uso do solo no município.
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COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO

Bem no meio da imagem, à frente do trem, o Hotel Paineiras na década de 1910. Disponível em: http://www.fotolog.com.br/tumminelli/8602242
Imagem: Blog Rio Cidade “Sportiva”
O “Elefante que estava a caminho da Marina da Glória*encontrou novo rumo morro acima, ou, melhor, vive acima: do Parque à beira-mar seguiu para o Parque Nacional da Tijuca, pulmão da Cidade do Rio de Janeiro, em direção à Estrada das Paineiras. Literalmente da savana à floresta. 
Mais uma vez procura lugar tombado e protegido pela legislação de Meio Ambiente, tal qual o caso da Área de Proteção Ambiental de Marapendi transformada em Campo de Golfe, e da citada Marina.




O Globo
Figuras de linguagem à parte, outra vez surge um Centro de Convenções, agora na mata e para 400 pessoas.  O projeto arquitetônico objeto de concurso nacional, pode ser conhecido neste link: com mais de 20.000 metros quadrados de área construída o chamado Complexo Gastronômico prevê 400 vagas de veículos. Em tese é uma estação de transbordo para turistas, com restaurantes.


Não se trata simplesmente de aproveitar o prédio abandonado e recuperá-lo mantendo volumetria, telhado e a estrutura metálica do pátio coberto que o caracterizam, mas, acima deste será construído novo corpo equivalente a cerca de três andares, além de anexos e estacionamentos. O estacionamento ao lado, subterrâneo, requer corte no terreno e desmatamento. Segundo o autor, “um corte, relativamente pequeno se comparados à importância do empreendimento e à escala monumental da natureza”.

Notíciasda época do Edital informavam que, além do complexo gastronômico, o concessionário poderia explorar um centro de visitação e eventos no prédio do antigo hotel. O projeto de arquitetura vencedor do concurso organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB mencionava a existência de hotel, ao que tudo indica não mais previsto. Quem sabe foi trocado pelo Centro de Convenções?
Na mídia não há informações sobre licenças de obras nem sobre o pronunciamento dos órgãos de Meio Ambiente e de Patrimônio Histórico do município, todos indispensáveis segundo a lei urbanística vigente.

Como a licitação ocorreu em 2011 e houve início de obras, escavações e desmatamento, provavelmente as autorizações foram concedidas – o que não impediria questionamentos: vide os casos citados da Marina da Glória e do famigerado Campo de Golfe, aprovados inexplicavelmente à revelia das normas.

Deve-se registrar que todos os projetos premiados são lindos. Todos. Podem ser conhecidos no Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo.  O projeto para a Marina da Glória também era muito bonito. Não é o que está em questão.

A estranheza se dá porque o local está incluído em Zona Especial 1 – ZE-1, área de reserva florestal, onde é permitido construir só dois andares. Como o prédio já tem três com altura de quatro, seria permitido apenas recuperá-lo, jamais acrescentar um “cocoruto” que quase dobra sua altura. Além disso, devido à idade da construção qualquer intervenção deve ser autorizada pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.
Mesmo a permissiva Lei 108/2010, aquela das benesses para hotel, dispôs que “No bairro do Alto da Boa Vista da VIII RA – Tijuca será permitido o uso de serviço de hospedagem do tipo pousada e resort, voltados para o ecoturismo, obedecidos os parâmetros  urbanísticos definidos pela legislação em vigor para o local.

Paineiras
O Globo, 26/08/2013


Segundo notícia publicada em 27/08/2013 durante o processo de aprovação pelo IPHAN houve divergências internas e “o andar que seria construído sobre o prédio do hotel e um dos pavimentos de garagem foram suprimidos”, embora as imagens do projeto indiquem três níveis a mais sobre o prédio do antigo hotel. O jornal também informou que “Para dar lugar ao futuro empreendimento, 232 árvores serão derrubadas. Muitas já foram ao chão. O consórcio, porém, comprometeu-se a replantar 336. O muro e o telhado do hotel já foram postos abaixo. Janelas e portas também foram retirados. Ontem, apesar do embargo, havia operários no local. Mas o gestor do consórcio, Luiz Fernando Barreto, garante que eles arrumavam materiais para evitar acidentes durante eventuais chuvas” (?).

Foto disponível em: http://www.fotolog.com.br/sorio/37797248
Imagem: Blog Rio Cidade “Sportiva”


Algo estranho há: “arrumar materiais” não é motivo para embargo pelo IPHAN… e paralisação de obras.


A recuperação do prédio de mais de cem anos – mesmo modificado – e do local são bem vindas, por óbvio. E organizar o estacionamento se não puder ser dispensado, também.





Do mesmo modo lucrar com os investimentos é inerente ao empreendedor. Porém, se os negócios que envolvem patrimônio público e áreas públicas não são lugar comum, mais especiais se tornam quando interferem em ícones do Rio de Janeiro: Floresta da Tijuca, paisagem, as Paineiras e a construção centenária inaugurada junto com o primeiro trecho da Estrada de Ferro Corcovado.


Nesses casos o equilíbrio da equação investimento x lucro é delicado. O retorno não pode ser alcançado a qualquer preço ou a dita parceria público-privada, concessão, permissão – seja qual for a figura jurídica adequada -, não deverá ser realizada, permanecendo os encargos de única responsabilidade do poder público. Mais uma vez a solução oferecida é “eu cuido desde que possa explorar, modificar, demolir, construir… etc.”, com o desequilíbrio que vimos no Maracanã, Parque do Flamengo, e agora, quer chegar à Floresta da Tijuca.


Que se recupere prédio e as Paineiras com respeito à legislação urbanística e de Meio Ambiente, e com a indispensável proteção ao nosso maior bem: a paisagem urbana do Rio de Janeiro. E que não se culpe os empresários ou a “ganância” empresarial. Esses farão apenas o que os gestores da cidade autorizarem.


Impor limites é dever inafastável do Poder Público. Não ultrapassá-los, também.


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SEMANA 19/08/2013 a 23/08/2013 – HOTÉIS, DEMOLIÇÕES, ESTAÇÃO GÁVEA, E O METRÔ-TRIPA EM 2016

“Em tempos de manifestações, aguardemos as opiniões das instituições ligadas ao urbanismo e ao meio ambiente, e da academia, sobre a enxurrada hoteleira e a invasão predadora da Floresta da Tijuca, enquanto o Hotel Nacional continua abandonado. E de juristas sobre tantos benefícios fiscais…”.

Trecho de DEMOLIÇÕES 3 – OS HOTÉIS E O PACOTE OLÍMPICO 1

 

Internet
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DEMOLIÇÕES 3 – OS HOTÉIS E O PACOTE OLÍMPICO 1

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No lugar da “casa rosa”, será construído hotel com projeto sustentável
Marcelo Carnaval / Agência O Globo

O incentivo às indústrias da construção civil e hoteleira exacerbado nos últimos cinco anos, retratado em Rio + 20 LEIS URBANÍSTICAS, continua a dar frutos, ao menos para alguns segmentos: a Cidade do Rio de Janeiro é um canteiro de obras. Quanto ao o futuro do cidadão que sofre no transporte público e nas filas dos hospitais públicos todos os dias, só o futuro dirá.

     

O post RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS ainda é um dos mais acessados do blog, possivelmente pelo impacto que causa a lista enorme reproduzida dos estudos da professora Ana Luiza Nobre.

Na semana passada o jornal O Globo informou que as últimas casas da Avenida Atlântica darão lugar a hotéis de luxo. As demolições já começaram.

No Leme o Edifício Erlu, um prédio art-decó de oito andares, será substituído por um hotel de 60 apartamentos, como informou a coluna Gente Boa em fevereiro.

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SEMANA 12/08/2013 a 16/08/2013 – TOMBAMENTOS INCRÍVEIS, Artigo JANOT, e MENOS UM TRAMBOLHO

“Note-se que todos os equipamentos, tutelados pelo governo estadual por herança do antigo Estado da Guanabara, foram reformados para a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007, à custa de muitas verbas públicas.”.

Trecho de O INCRÍVEL TOMBAMENTO DO ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO E DOS EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS VIZINHOS AO MARACANÃ

 

Os arquitetos Miguel Feldman e Antônio D. Carneiro diante da maquete do Maracanã, em 16/6/1949 – foto da coleção de Branca Feldman
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O INCRÍVEL TOMBAMENTO DO ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO E DOS EQUIPAMENTOS DESPORTIVOS VIZINHOS AO MARACANÃ


A demolição de qualquer edificação na Cidade do Rio de Janeiro depende de licença da Prefeitura. No caso de prédios construídos até o ano de 1937 as licenças para demolir são submetidas previamente ao Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural. O mecanismo, criado em 1990, tem a finalidade de detectar construções de interesse cultural – em sentido amplo – o que pode levar a ações para a preservação desses bens, seja através do tombamento, em geral quando há valor individual, ou da criação das Áreas de Proteção do Patrimônio Cultural – APAC, quando há existem conjuntos arquitetônicos relacionados à memória urbana histórica, cultural, ou mesmo afetiva para determinada coletividade.


O ano 1937 refere-se à primeira consolidação das normas para edificar no então Distrito Federal e Capital da República, o que não impede que construções mais recentes venham a ser também objeto de proteção, a exemplo do que ocorreu com um grupo de prédios modernistas de 1950/1960, e vários outros de estilo art-decó posteriores a 1937.




“Uma piscina linda, cheia de história, de vida e que marcou a carreira de muitos
de nós. Imagens que ficarão guardadas para sempre em nossa memória
e registradas aqui na Best Swimming.” 
Fonte: www.bestswimming.com.br


O Complexo do Maracanã, Estádio de Futebol ícone do Rio e do Brasil, foi tombado em 2000 pelo governo federal e em 2002 pelo governo municipal. No último foram incluídas as “demais construções que integram o complexo desportivo instalado no local”, pois “constituem conjunto de grande importância histórica, arquitetônica, cultural e afetiva para a Cidade do Rio de Janeiro”. Portanto, além do Estádio Mário Filho (Maracanã) foram protegidos o Ginásio Gilberto Cardoso (Maracanazinho) a Pista de Atletismo Célio de Barros, e o Parque Aquático Júlio Delamare.


Note-se que todos os equipamentos, tutelados pelo governo estadual por herança do antigo Estado da Guanabara, foram reformados para a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007, à custa de muitas verbas públicas.




Mas, após a inexplicável autorização do próprio IPHAN mesmo diante do tombamento de sua própria alçada em 2000 – leia-se: governo federal -, a marquise, obra espetacular do concreto armado e orgulho da engenharia nacional, foi abaixo junto com praticamente todo o estádio, do qual restou apenas parte da carcaça, exalando o mau cheiro de práticas, no mínimo, questionáveis.


Tudo feito pelo governo estadual com a cúmplice omissão da prefeitura. Afinal, já foi dito que “tudo é prá Olímpíada” mesmo que nada tenha a ver com Olimpíada…



“Esse negócio de Olimpíada é sensacional prá você usar como
desculpa prá tudo. Então tudo que eu tenho que fazer, agora 
vou fazer prá Olimpíada, fazer prá Olimpíada. Tem coisa
que tem a ver com Olimpíada, tem coisa que não tem nada a ver, mas eu uso”.
Prefeito Eduardo Paes em 14/10/2012




Dizem que o Estádio ficou lindo. É outro, é claro. O Gigante não existe mais. É História em fotos, filmes e lembranças.



O que fizeram foi pouco.[...] Leia mais

SEMANA 05/08/2013 a 09/08/2013 – DES-DEMOLIÇÕES, QUARTEL – VENDA ADIADA, E O FORD 1950

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“Nada existe ainda sobre a proteção do sítio histórico, o respeito à memória urbana e à História de 200 anos que o lugar abriga, nem o anúncio, por exemplo, de um projeto de urbanização para integrá-lo à cidade com uso mais nobre do que simplesmente entregar o espaço ao mercado imobiliário”.

Trecho de VOU DEMOLIR! HUMMM.. REFLETI… NÃO VOU DEMOLIR…

Internet – Fotolog
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Os posts imediatamente anteriores; as idas e vindas sobre a demolição das instalações esportivas no entorno do Maracanã; o anúncio de que o Quartel da PM da Rua Evaristo da Veiga – O Quartel dos Barbonos  – por enquanto não será vendido. Por enquanto. Portanto, há que manter a vigília! Na semana do Dia dos Pais a CrôniCaRioca homenageia todos os pais amorosos. Conta a história de um deles e uma de suas paixões, um carro: =&5=& FORD =&7=&. =&8=& =&9=& =&9=& =&9=& =&12=& =&9=& =&14=& =&15=& =&16=& =&16=& =&18=&

MEU PAI E O FORD 1950

CrôniCaRioca
Andréa Albuquerque G. Redondo

Blog Carros Antigos




Era uma paixão. O Pai CaRioca e seu carro. Dirigia devagar, satisfeito, garboso. Às vezes o cotovelo para fora, braço apoiado na janela. Hoje não pode. Nem pôr o braço para fora nem andar de janela aberta.

Penso que a autoconfiança que as mulheres sentem quando vestem uma roupa bonita e um belo sapato de salto alto, os homens sentem quando vestem um carro. Sim, é a roupa predileta, aço, motor e rodas, mais que qualquer terno de grife. Há quem duvide se preferem os automóveis às mulheres!

Para uns o som do motor é música, melhor do que uma bela sinfonia ou a bossa nova. Assim era o pai com o Ford, só elogios!

O espaço interno era generoso. Pequenos, no caminho para Petrópolis, meu irmão e eu dormíamos no banco de trás e a irmã menor, a ‘Cara de Tangerina’, ficava no colo da mãe no banco da frente. Hoje é perigoso e proibido.



Nesta semana do Dia dos Pais o jornal que ele lia publicou uma reportagem sobre carros antigos que passam de pai para filho. Que pena, não temos mais o que ficou na família por mais de meio século…
Foram milhares de passeios no Ford bicolor, a começar pelo meu primeiro, da maternidade para casa.




[...] Leia mais

QUARTEL DA PM: EM GUARDA!

www.ameriodejaneiro.com.br

No post VOU DEMOLIR! HUMMM.. REFLETI… NÃO VOU DEMOLIR… de06/07/2013 sugerimos ao governador e prefeito, entre várias coisas, que não demolissem o Quartel dos Barbonos, condenado ao pó pelo primeiro sob o silêncio do segundo


Coincidentemente, em seguida veio o anúncio de mais um recuo do governador do Estado, dando sequência a uma série resumida na matéria publicada pela imprensa Os recuos de Cabral.

Sem dúvida, uma vitória. Pena que não dá para ‘baixar a guarda’.

Ainda no texto VOU DEMOLIR!…  afirmamos:

“Ouso dizer que as idas e vindas sobre as demolições dos equipamentos urbanos públicos citados não foram apenas fruto de reflexões ou para atender aos pedidos da sociedade civil manifestados ao ar livre, nas ruas. Por óbvio os últimos acontecimentos colaboraram para tais decisões, porém, enquanto as ruas fervem, em paralelo tramitam medidas adotadas pelo Ministério Público Estadual, processos judiciais e guerras de liminares, noticiados pela imprensa e pelas redes sociais”.
cbpmrj.com.br



A atuação da sociedade civil, de grupos de oficiais militares, e de órgãos públicos – com ampla divulgação nas redes sociais – pode ser resumida nas palavras do arquiteto e professor Roberto Anderson Magalhães, autor do artigo ALTERNATIVAS À DEMOLIÇÃO DE ESTÁDIOS ESPORTIVOS NO ENTORNO DO MARACANÃ, divulgado no Urbe CaRioca em 20/06/2013.

Contando um pouco da história. Em 2012 eu, Octavio Dantas e Silvia Knoller, fomos ao antigo Museu do Índio com a intenção de documentar seu estado de conservação. Subimos por escadas já destruídas e fotografamos tudo, colocando as imagens aqui no facebook. Acho que até então pouca gente conhecia a real situação do prédio. Após isto, o defensor público da União, Andre Ordacgy, me pediu um estudo que mostrasse a falta de necessidade da demolição do antigo Museu do Índio para a circulação de torcedores no entorno do Maracanã. Fiz o texto e ele foi usado na ação pública a respeito. Na ocasião do primeiro cerco policial ao prédio estivemos lá até que a força policial fosse demobilizada. Em seguida, passamos a lutar contra a demolição do QG da PM e organizamos juntamente com a Seaerj e a associação de oficiais da PM um abraço ao quartel. Mais tarde, organizamos um abaixo-assinado que gerou um pedido de tombamento do prédio. O mesmo defensor público me pediu um estudo sobre a necessidade de demolição dos estádios de atletismo e de natação, o qual tornou-se parte da ação pública contra sua demolição. Ver agora que todas estas ações resultaram em ganhos para a cidade não tem preço!

 

É impossível ‘baixar a guarda’ porque, segundo o governador a desistência de vender o QG da Polícia Militar deu-se porque “não teria mais tempo de fazer um novo prédio… decidiu suspender o contrato de aluguel do QG provisório… não tenho mais prazo para entregar um novo equipamento para o comando e não tinha cabimento deixar eles (sic) num prédio alugado”. Infelizmente,

as mortes anunciadas[...] Leia mais

VOU DEMOLIR! HUMMM.. REFLETI… NÃO VOU DEMOLIR…

“Uma piscina linda, cheia de história, de vida e que marcou a carreira de muitos de nós. Imagens que ficarão guardadas para sempre em nossa memória e registradas aqui na Best Swimming.”
Fonte: www.bestswimming.com.br
Antigo Museu do Índio, Parque Aquático Júlio Delamare, Estádio de Atletismo Célio de Barros, Escola Municipal Friedenreich, um dominó ao contrário: as decisões sobre a destruição desses prédios públicos, afirmadas e reafirmadas com veemência, foram modificadas uma a uma. Para o bem, tudo indica. =&0=&

SEMANA 29/07/2013 a 02/08/2013 – “BRAINSTORM”, MÊS DE JULHO, E O LAMAÇAL

=&0=& “O vergonhoso =&1=& ao menos guarda coerência com a história recente de atenção às áreas sujeitas à proteção – o que foi descartado no já mencionado caso do famigerado Campo de Golfe e no PEU Vargens”.

Internet

Publicações da semana que passou =&5=& =&6=&